O seu corredor de oito quilómetros, serpenteando desde o cinturão de floresta tropical interior até à orla caribenha perto da cidade de Roseau, é percorrido por jangadas de bambu desde o século XIX, quando os trabalhadores das propriedades transportavam troncos e produtos rio abaixo para os mercados costeiros. A iteração do século XXI do rafting em bambu em Santa Lúcia começou no início da década de 1990, quando os operadores turísticos reconheceram os dois ativos da via navegável: navegabilidade durante todo o ano e um dossel tão denso que a luz do meio-dia chega filtrada, em tons de verde-jade, através de helicónias e fruta-pão.
As jangadas de hoje são plataformas de nove metros unidas por colmos de bambu Dendrocalamus, cada vara tratada termicamente e curada com óleo para resistir ao apodrecimento no clima húmido das terras baixas. Uma única jangada transporta dois passageiros e um capitão licenciado, que usa uma vara de madeira de lei de quase quatro metros com ponta de borracha para preservar o mosaico de sedimentos e cascalho do leito do rio. O percurso é tranquilo — sem corredeiras, sem portos de escala — traçando uma descida de quarenta metros verticais ao longo de noventa minutos. Os operadores turísticos agendam partidas entre as 09:00 e as 15:00, o intervalo em que a luz equatorial penetra na floresta de galeria sem a nuvem da tarde que chega ao interior na maioria dos dias por volta das 16:00.
As nascentes do Rio Roseau erguem-se na encosta ocidental de Morne Gimie, o pico mais alto da ilha com 950 metros, e a água chega fresca mesmo na estação seca. Os visitantes passam por baixo de fetos arbóreos, gengibre selvagem e, ocasionalmente, uma flamboyant cujas flores escarlates caem no convés da jangada entre maio e julho. O nome do rio — Roseau, francês para caniço — faz referência aos campos de Phragmites que outrora margeavam o estuário, embora o desenvolvimento tenha empurrado a margem salobra para o mar. Avistamentos de aves são comuns: a papa-figos-de-santa-lúcia, endémica e ameaçada, nidifica no mogno à beira do rio; tiranos-cinzentos pousam em ramos baixos.
Os passeios de rafting em bambu em Santa Lúcia são operações comerciais que exigem reserva antecipada. Não existe acesso público para lançamento; todas as viagens partem de áreas de preparação controladas pelos operadores em terrenos privados perto da aldeia de La Croix Maingot, a cerca de seis quilómetros no interior de Roseau. A experiência inclui um transporte de retorno, uma vez que o rio é de sentido único e o ponto de saída fica a dois quilómetros rio abaixo. A taxa de conservação listada em muitas brochuras turísticas — zero — reflete o facto de o corredor do Rio Roseau não ser uma reserva oficial; permanece terreno agrícola detido por privados e arrendado a empresas turísticas ao abrigo de acordos comerciais.